Nós:

Nós:

Visto por mim

Num dia de chuva, em que o arco iris estava reflectido nos olhos de uma rapariga que soltava pequenas lagrimas suaves de tristeza... Ela ao chorar por razoes incertas e proibidas, olhava o céu debaixo de um pequeno telhado a escorrer a agua que ainda tinha restado da chuva que parava no momento seguinte de um rapaz aparecer, apareceu la bem no fundo, as nuvens desapareceram, o sol molhava as singelas árvores e o cheiro da chuva acalmou a rapariga...Ele aproximava-se e ela, ao ouvir as botas a chapinhar na água e o barulho das árvores a dançar, olhou para ele soltando apenas mais uma lagrima, olhando-o nos olhos, ao tocar-lhe, no momento reparou que teria sido invenção, imaginação da sua imaginação, ele desfes-se.
Outra lágrima caíu.

(Raquel)

(raquel)

Nao sou o por do sol
reflectido em raios distantes
atinjindo o que de melhor ha.
Nao sou aquilo que o mundo espera.
Nao sou a agua de que alguns querem beber.
Nao sou nenhuma âncora lançada.
Nao sou o sangue que te passa nas veias.
Nao sou a lava escura saída de um vulcao.
Nao sou a estrela mais brilhante.
Nao sou nenhum passaro a voar pelos seus instintos.
Nao sou sentimento guardado para ser reutilizado.
Nao sou moeda deitada ao chao para pobre usar.
Nao sou remédio para o mundo salvar.
Nao sou uma mera razao que a mentira esconde.
Nao sou vidro que ao partir fica cristal.
Nao sou contaminaçao para te livrar da morte.
Nao sou rica á espera de nada por tudo.
Nao sou uma criança a chorar pelo seu brinquedo preferido.
Nao sou prato sujo proíbido de lavar.
Nao sou a beleza e alegria trazida no rosto
de um simples negro a receber um pedaço de pão.
Nao sou o fogo trazido das guerras.
Nao sou o amor recebido por ti.
Nao sou a chuva seca que te molha.
Nao sou multidao feliz a sofrer pelo que nao tem.
Nao sou beijo dado para mais tarde roubado.
Nao sou o som que ilumina a luz que ouves.
Nao sou um cadáver á espera de ser morto.
Nao sou a pintura á qual sou pintada.
Nao sou ferro destruido com simples pancada.
Nao sou ferida a conseguir ser sarada.
Nao sou uma simples e inutil adolescente apaixonada.
Nao sou prisioneira á espera de ser perdoada.
Nao sou papel rasgado para ser colado.
Nao sou tela desfeita e aperciada.
Nao sou a fome que mata alguns.
Nao sou o destino com um traço no fim.
Nao sou um barco nao afundado.
Nao sou a soluçao para um cego ver.
Nao sou a proibiçao porque nela ja existo.
Nao sou o fruto caído , pisado e comido.
Nao sou o lapis que coloriu o céu.
Nao sou a faca suja de sangue.
Nao sou a seta que aponta a negaçao.
Nao sou o dever despido de direito.
Nao sou um livro lido , aberto e traído.
Nao sou a cor porque os meus olhos nao a vêm.
Poderei ser música para dos que gostam de ouvir ?

Escuridao

Apenas num sítio.
Penetra como pode,
penetra como acha,
penetra bem fundo.
Instala-se lá.
Cria uma própria vida.
Destrói o que ainda é iluminado.
Adopta a maneira de secundários.
Suborna a felicidade
transformando-a seu membro,
recriando-a.
Nesse sítio,
apenas lá.

(Raquel)

terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Esta joana nunca cá vem xD
Ja la vao dois dias de existencia desta coisa chamada blog e nada !!